sábado, 16 de janeiro de 2021

Começa a faltar oxigênio no interior



Manaus – Municípios do Amazonas começaram a endurecer medidas restritivas devido à crise na saúde do Estado, agravada pelo aumento expressivo de internações de pacientes por Covid-19. Na quinta-feira (14), a população de Manaus vivenciou o pior dia desde o início da pandemia e contabilizou várias mortes de por falta de abastecimento de oxigênio nos hospitais. A reportagem do Portal D24AM conversou com representantes e moradores de alguns municípios do interior para averiguar a situação dessas localidades.

Na capital, ontem, a Prefeitura de Manaus informou que um total de 213 sepultamentos foi registrado, novo recorde. Também houve três óbitos oriundos de outras cidades. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) registrou 3.151 novos casos de Covid-19, totalizando 226.511 casos da doença no Estado. Segundo o boletim, foram confirmados 113 óbitos por Covid-19, sendo 82 ocorridos no dia 14 e 31 óbitos foram encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 6.043 o total de mortes.

Em situação semelhante a Manaus, o município de Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus) também teve explosão de casos, como explica Rodrigo Balbi, secretário municipal de saúde. “Hoje, com relação à primeira onda existem muitos mais casos graves que necessitam de UTI”, afirmou.

Em Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus), segundo Eduardo Bertoni, ex-secretário de infraestrutura da cidade, houve um aumento significativo do número de casos da cidade que pode ter sido ocasionado pelas comemorações de fim de ano. “Há corrida contra o tempo pois precisamos de oxigênio. O nosso hospital também atende outros municípios e está com 100% de lotação” afirmou.

Já na cidade de Novo Airão (a 115 quilômetros a noroeste de Manaus), houve aumento significativo dos casos e a população segue o regime de lockdown. Segundo a professora e subsecretária de educação do município, Chyntia do Vale, a cidade está em lockdown até o dia 22 de janeiro.

Em Urucará (a 261 quilômetros a leste de Manaus), também há superlotação nos hospitais e falta de oxigênio. Conforme a dona de casa Tereza Gama, as pessoas estão se tratando em casa e “elas não têm condições de comprar cilindros”, disse a dona de casa.

Controle

Já no município de Envira (a 1.208 quilômetros a sudoeste de Manaus), a população ainda não sentiu os efeitos da segunda onda da pandemia no estado. O pedagogo e assessor de comunicação do município, Renato Santana, destacou que a cidade tem apenas um paciente internado no hospital. “O município registrou duas mortes pela doença, sendo a última há 5 meses”, pontuou.


Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/amazonas/comeca-a-faltar-oxigenio-no-interior/

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